A derrota do Inter por 1 a 0 para o Juventude neste domingo, no primeiro jogo da semifinal do Gauchão, passou pelas condições do gramado, avaliou o técnico Miguel Ángel Ramírez em entrevista coletiva. Ele também tratou do pedido de rescisão de contrato de Guerrero, mas afirmou que o jogador não lhe comunicou nada sobre a decisão.

Para Ramírez, o duelo na Serra acabou prejudicado por problemas no campo do Estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. O Juventude não manda os jogos no Alfredo Jaconi justamente por conta de reforma no gramado. Ainda conforme o treinador, o gol da partida saiu em um momento que o Inter dominava.

– Nesse tipo de gramado é muito difícil jogar o que queremos jogar. O passe não é rápido, o controle no primeiro contato se levanta, os cruzamentos não acontecem direito, o remate de primeira, em um gramado bom, seria capaz de executar. Como estava hoje, é complicado para jogar. Esse campo é muito difícil criar, controlar – justificou o técnico.

Creio que o gol saiu no momento em que tínhamos mais controle, no campo adversário. Não seria justo um erro pontual no momento que mais nos aproximávamos da área rival.

Além do desempenho, Ramírez precisou comentar o pedido de rescisão de contrato de Guerrero por meio de seu empresário, Vinícius Prates. O treinador disse apenas que conta com ele, assim como os centroavantes Yuri Alberto e Thiago Galhardo, e aguarda a recuperação do jogador, que tem uma tendinite no joelho direito.

– Estamos felizes com os (centroavantes) que temos, e estamos trabalhando e contando com os três. Paolo tem contrato, é importante para nós, estamos cumprindo um protocolo de recuperação. Não há nada por parte do clube e nem dele comigo. Entendo que se ele deseja outra coisa, me avisará. E ainda não falou nada – resumiu.

O Inter decidirá a vaga no Gauchão no próximo sábado, às 19h, no Beira-Rio. Precisa vencer por dois gols para chegar à final. Não há gol qualificado. Antes, na quarta, recebe o Olimpia pela terceira rodada da Libertadores, às 21h.